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Quanto custa um programa de fidelização para restaurantes em Portugal

A mensalidade do software é a parte pequena da conta. O custo a sério são as recompensas que vai entregar, e esse depende inteiramente da recompensa que escolher.

Atualizado em 20 de agosto de 2026

Quem procura este número costuma querer saber se compensa. Por isso vamos somar tudo e depois fazer a conta ao retorno, com números de um restaurante português médio.

Os quatro custos

1. Software. Em Portugal, as soluções de cartão digital para uma localização situam-se entre os 25 € e os 60 € por mês. Plataformas internacionais com muitas funcionalidades sobem para lá dos 100 €. Cartões físicos com terminal próprio saem mais caros e obrigam a hardware.

2. Recompensas entregues. É o custo real e o que quase ninguém calcula à partida. Numa recompensa de cada 10.ª refeição grátis, o que sai do bolso é o custo de produção do prato, não o preço de venda. Num prato de 15 € com food cost de 30%, cada recompensa custa cerca de 4,50 €.

3. Tempo da equipa. Dois a três segundos por leitura, mais os primeiros dias a explicar. Na prática é ruído no custo, desde que a mecânica seja rápida. Se obrigar o cliente a instalar uma app, o tempo por adesão dispara e a equipa desiste de oferecer.

4. Material. Cartazes de mesa com o QR, uns euros de impressão. Com papel, entra aqui a reimpressão dos cartões.

A conta completa de um mês

Cenário: restaurante de bairro, 900 refeições por mês, ticket médio 15 €, margem bruta 65%, com 120 clientes no programa e recompensa de cada 10.ª refeição grátis.

Software: 30 €. Recompensas: se 25 clientes chegarem aos 10 selos nesse mês, são 25 × 4,50 € = 112,50 €. Material: 5 € diluídos. Total à volta de 147 € por mês.

Repare no que isto diz: 76% do custo do programa é a recompensa, ou seja, dinheiro que só sai quando o cliente já voltou nove vezes. É o tipo de custo que se prefere ter.

E o retorno

Se o programa conseguir que esses 120 clientes façam, em média, meia visita adicional por mês, são 60 visitas extra. A 15 € de ticket, dá 900 € de faturação adicional, e cerca de 585 € de margem bruta.

Contra 147 € de custo, o programa paga-se com folga. O ponto de equilíbrio nesta conta é conseguir apenas 15 visitas adicionais por mês, ou seja, uma visita extra em cada oito clientes.

Não é magia. Se o programa não mudar o comportamento de ninguém, continua a pagar as recompensas a quem já vinha, e aí perde dinheiro. Por isso é que medir visitas por cliente antes e depois importa mais do que contar adesões.

Onde os custos escapam

Recompensa demasiado generosa. 20% de desconto permanente parece atrativo no cartaz e come a margem de forma silenciosa, sobretudo se a casa já trabalha com margens apertadas.

Contratos anuais com hardware incluído. Terminais próprios criam dependência e custam mais do que a mensalidade sugere.

Programas que ninguém usa. O pior custo é pagar mensalidade por um cartão que a equipa deixou de oferecer ao fim de três semanas.

O que perguntar antes de assinar

O cliente precisa de instalar alguma coisa? Se sim, conte com uma taxa de adesão baixa.

Consigo ver quantos clientes estão ativos e quantas visitas fazem? Se a resposta for vaga, está a comprar um carimbo caro.

Posso cancelar quando quiser? Fidelização com contrato de fidelização é irónico e desnecessário.

Os nossos planos e o que cada um inclui estão em preços, e a mecânica está explicada no guia sobre como montar um programa.

Os valores usados neste guia são exemplos ilustrativos, para mostrar como se faz a conta. Os números da sua casa dependem do seu ticket médio, da sua margem e do seu movimento.

Quer experimentar no seu restaurante?

Monta-se em cerca de 15 minutos. Os seus clientes guardam o cartão na carteira do telemóvel e você vê, em euros, o que a fidelização está a render.

Ver planos e preços